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Conquista: Prefeitura e Ufba assinam carta de intenções do Programa de Convivência com o Semiárido

A atual seca, que se arrasta há quatro anos consecutivos, levou a Prefeitura de Vitória da Conquista a decretar situação de emergência. Esse procedimento foi seguido por 218 dos 417 municípios da Bahia. A fim de enfrentar as consequências dessa realidade, a Administração Municipal se prepara para implantar o Programa de Convivência com o Semiárido – Palmas para Conquista.

O prefeito Herzem Gusmão e o diretor do campus local da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Orlando Caires, assinaram no último sábado, 3, a carta de intenções que selou a parceria entre as duas partes na realização do programa.

Espera-se que, futuramente, essa relação institucional se transforme num convênio de cooperação técnica. A principal ideia do programa é viabilizar iniciativas que fortaleçam a cultura da palma forrageira e da mandioca em Vitória da Conquista, a fim de apresentar alternativas de convivência com a seca para os produtores da região.

“Há anos existe a ideia de combater a seca. E seca não se combate, é um fenômeno da natureza”, explicou o engenheiro agrônomo Reuber Matos, coordenador municipal de Agricultura Familiar e idealizador do programa. “Hoje, você tem que buscar, no próprio bioma do semiárido, alternativas que sejam sustentáveis para que o homem do campo tenha condições de se fixar nele, e evitar o êxodo rural”, acrescenta.

Reuber informa que, entre 2000 e 2010, cerca de 5 mil pessoas deixaram a zona rural de Vitória da Conquisa, forçadas pelos efeitos do longo período de estiagem. O objetivo, com o programa recém-lançado, é possibilitar que os agricultores se mantenham no interior do município. “São alternativas através de novas tecnologias de criação de animais que já sejam resistentes ao clima, culturas que sejam resistentes e adaptáveis ao nosso clima e tecnologias novas para que o homem do campo tenha uma maior segurança alimentar e nutricional”, informou o coordenador.

Para o diretor da Ufba, o potencial da palma, por exemplo, pode ser aproveitado de forma mais eficiente. “Nós temos uma planta altamente adaptada à convivência com o semiárido e pouco explorada na alimentação humana”, observou Caires. “Com o desenvolvimento de produtos a partir da planta, você vai agregar valor. E os produtores que trabalham com a palma poderão ter mais uma opção, além daquela que eles já utilizam, que é a alimentação animal, para valorizar esse produto ainda mais”.

‘Estreitando relações’ – Inicialmente, o Governo Municipal pretende estimular o cultivo da palma no município, distribuindo mudas gratuitas aos produtores e oferecendo assistência técnica de forma continuada. Com isso, a Prefeitura espera expandir o cultivo da forrageira em toda a região e fortalecer o rebanho de bovinos, caprinos e ovinos, incrementando a agropecuária.

“É a Prefeitura estreitando as relações, a comunicação também com as universidades”, avaliou o prefeito Herzem Gusmão. “Esperamos que a Prefeitura, com a Ufba, coloque canteiros de mudas nos quatro cantos da cidade. Para se ter uma ideia, Itapetinga, que tem um índice pluviométrico maior que o de Vitória da Conquista, também está plantando palma forrageira”, acrescentou o gestor.

Além da Ufba, o Programa de Convivência como o Semiárido envolve pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Bahia (Ifba). Também participam outras entidades, como a Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Sindicato Rural e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). (Fonte: Site PMVC)

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