Anagé: Prefeita explica situação do transporte escolar no município

Anagé: Prefeita explica situação do transporte escolar no município
10 outubro 22:17 2017 Imprimir

No dia 21 de setembro, em Anagé, estudantes da rede municipal e estadual de ensino ocuparam a prefeitura do município. De acordo com os alunos, o ato teria sido em virtude do atraso de salários de alguns motoristas do transporte escolar.

Os jovens traziam cartazes e apitos e cobravam um posicionamento da administração municipal com relação ao problema.

Nossa equipe de reportagem esteve em Anagé e conversou com a prefeita do município, Elen Zite Pereira, do PDT, para saber qual o posicionamento da administração diante do ocorrido.

Segundo a prefeita, a manifestação teria sido orquestrada por um grupo de vereadores oposicionistas que utilizaram inclusive alguns alunos que nem sequer sabiam do que estavam reivindicando.

“Essa questão não diz respeito propriamente ao aluno. Ia dizer respeito à empresa que ganhou a licitação para fazer o transporte escolar e a administração do município. Os alunos vieram sem saber do que vinham fazer, reivindicando ônibus, quando eles estão tendo um transporte escolar que está fazendo o transporte deles. Houve também nessa mobilização, alunos da rede estadual, que em sua grande maioria foram incitados por alguns professores da rede estadual de ensino, contrários ou opositores ao governo. Vieram fazer essa movimentação aqui na prefeitura, quando, o município não tem essa responsabilidade de transportar os alunos de ensino médio”, explicou a prefeita.

Ainda segundo Elen Zite, em razão dos débitos e da ausência de prestação de contas da gestão anterior, o município de Anagé não conseguiu se conveniar junto ao governo do Estado. Por essa razão, o convênio não foi celebrado.

“Durante todo esse ano e nesses meses, o transporte dos alunos da rede estadual, que são mais de 500 alunos, nós fizemos ele. Isso sem receber um suporte sequer do Estado para realização do transporte. A incitação ocorreu sob alegação de que estava faltando transporte, essa informação não procede, algumas situações pontuais são inevitáveis: de ônibus que quebra e motorista que adoeceu. Situações bastante pontuais que acontecem e isso é inevitável , vai acontecer sempre”, frisou a gestora municipal.

De acordo com a prefeita, o município nunca foi negligente a ponto de deixar os alunos sem aula ou sem ir à aula em razão do transporte escolar. Quando acontece algum problema imediatamente é procurada uma alternativa buscando uma solução. “A prova disso, era que no dia da manifestação os alunos estavam aqui. E eles vieram como? Vieram de transporte escolar que é oferecido pelo município”, reforçou Zite.

A gestão municipal reafirma que a manifestação teve caráter meramente político. Segundo o município, são pessoas que não estão preocupadas com a situação de Anagé, inclusive, cidadãos não preocupados com a situação financeira que está passando o município nesse momento.

“Eles não estão preocupado em motoristas que estão sem receber ou se o ônibus escolar está sendo servido. Querem criar um fato político em torno disso e essa discussão não compete a aluno, nem tampouco a professor estar reivindicando. Isso caberia aos interessados diretamente, que seriam os donos de ônibus e motoristas, seriam eles a reivindicar”, ressaltou Elen.

Como funciona a relação transporte prefeitura

De acordo com a Prefeitura Municipal, o serviço de transporte em Anagé é terceirizado, portanto, não é uma relação direta entre motorista e prefeitura, mas sim, entre empresas que venceram a licitação e os condutores. A relação da prefeitura é com empresas, no caso duas, que venceram o processo licitatório.

“A prefeitura está em dia com uma das empresas. Já com a outra, estamos inadimplentes, em razão da queda de receitas que sofremos no mês de agosto e mês de setembro especificamente. Esses dois meses que pontuaram em mais de 40% de queda se comparado ao exercício passado do ano 2016. O atraso é de aproximadamente 60 dias (dois meses), de uma empresa, a outra está toda adimplente”, declarou a prefeita.

Ainda segundo a gestão atual, entre ônibus e vans são 120 linhas. Pois, trata-se de é um município com extensão territorial muito grande, e por isso, com um número muito grande de escolas e o número de linhas acaba sendo também grande.

“A empresa não entrou em contato sobre uma possível paralisação e em momento algum foram comunicados, em vista que relatamos as dificuldades quando se passou o primeiro mês, o segundo, alguns motoristas dizendo que a condição de manter o transporte estava difícil. Mas, em nenhum momento houve uma sinalização de paralisação”, finalizou Elen.



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