Produção industrial baiana recua 1,5% de novembro para dezembro e fecha 2017 com a maior queda do país

Produção industrial baiana recua 1,5% de novembro para dezembro e fecha 2017 com a maior queda do país
10 fevereiro 13:11 2018 Imprimir

Por Mariana Viveiros (IBGE/BA) / Foto: Site A Tarde

Em dezembro de 2017, a produção industrial da Bahia, descontados os efeitos sazonais, teve queda de 1,5% frente o mês anterior, eliminando parte do resultado positivo (3,4%) registrado entre outubro e novembro. No país como um todo, de novembro para dezembro, a produção industrial cresceu 2,8%, com resultados positivos em 8 das 15 regiões pesquisadas

Frente a dezembro de 2016, a produção industrial baiana também recuou (-1,8%), voltando a cair depois do crescimento de 2,5% em novembro. Também nesse confronto, o desempenho da indústria no estado foi no sentido contrário ao do país como um todo (+4,3%) e ao de 8 das 15 regiões, onde a produção cresceu.

Assim, a indústria da Bahia fechou o ano de 2017 em queda de 1,7%, maior recuo entre as 15 áreas pesquisadas. No ano passado, o resultado da produção industrial foi positivo tanto no Brasil como um todo (+2,5%) quanto na maioria dos estados. Além da Bahia, apenas Pernambuco (-0,9%) e a região Nordeste (-0,5%) tiveram quedas.

Com o resultado negativo de 2017, a produção industrial baiana teve o quarto ano consecutivo de queda, ainda que o ritmo do recuo tenha diminuído. A trajetória negativa começou em 2014, quando a produção industrial no estado fechou em -2,6%; chegou ao nível mais baixo em 2015, com queda de 6,9%; e depois teve dois anos de redução na intensidade do recuo, com -5,1% em 2016 e o -1,7% do ano passado.

Setores de derivados de petróleo e metalurgia foram os mais contribuíram para queda da indústria baiana em 2017

Em 2017, o recuo de 1,7% da produção industrial da Bahia foi resultado do desempenho negativo de 6 das 12 atividades pesquisadas no estado.

Os principais impactos negativos sobre o total global vieram do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,9%), pressionado, principalmente, pela menor produção de óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica; e da metalurgia (-26,6%), influenciada pela redução na fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre.

O setor de derivados de petróleo, de maior peso na estrutura da indústria baiana, teve em 2017 (-10,9%) sua terceira queda consecutiva e não apresentou redução significativa no ritmo de recuo. Já havia fechado no negativo em 2015 (-13,4%) e 2016 (-11,0%).

Por outro lado, a produção de veículos automotores reboques e carrocerias teve o maior crescimento (30,8%) e exerceu o principal impacto positivo, impulsionada pelo aumento na fabricação de automóveis.

O desempenho da indústria de veículos baiana foi o segundo melhor entre as oito regiões em que esse setor é investigado, ficando abaixo apenas do crescimento verificado no Rio de Janeiro (40,5%).



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