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Primeira semana do Presidente Jair Bolsonaro é marcada por desentendimento com a equipe econômica e demissões

No último dia 1º de Janeiro, o Brasil acompanhou a cerimônia de posse de Jair Bolsonaro, eleito presidente da República com mais de 55% dos votos válidos, no último outubro de 2018.

Desde que assumiu, há sete dias, algumas medidas já foram tomadas. A primeira semana de governo do presidente Bolsonaro teve compromisso com uma nova era, desentendimento com a equipe econômica, demissões.

Na última segunda-feira, 07, durante a posse dos novos presidentes de Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, coube ao chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, afirmar à imprensa que vai bem a relação entre o presidente e sua equipe econômica, liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Não teve rusga nenhuma. Hoje se encontraram aí, ‘best friends’, não tem essa história”, disse. O presidente declarou que iria aumentar as alíquotas do IOF. Logo em sequência, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, disse que Bolsonaro havia equivocado-se, o que demonstra que algo está desconexo ainda.

Ibama

Se, por um lado, houve panos quentes, por outro, não. Durante o fim de semana, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo), questionou, em rede social, um contrato de transporte do Ibama de cerca de R$ 28 milhões. A informação, compartilhada pelo presidente, levou ao pedido de exoneração da presidente do órgão, Suely Araújo. O sucessor dela já estava escolhido: Eduardo Fortunato Bim.

Ministros

As declarações de Bolsonaro somam-se às de seus ministros. Desde a posse, muitos deram declarações que apontavam para gestões diametralmente opostas às tradições de suas pastas. É o caso do chanceler Ernesto Araújo, que fez de seu discurso de posse no Itamaraty um libelo contra o multilateralismo e a ordem global.

“Mergulhemos no oceano de sentimento e na esperança do nosso povo. Não mergulhemos nessa piscina sem água que é a ordem global. O Itamaraty existe para o Brasil, não existe para a ordem global”, declarou o novo chefe da diplomacia. E, na mesma semana, foi a Lima, no Peru, tratar de um tema sensível: a crise na Venezuela.

No dia da posse dos ministros, entretanto, ninguém gerou mais comentários do que a titular da recém-criada Pasta da Família, Damares Alves. Em uma fala feita pouco após assumir o cargo, ela anunciou uma “nova era no País”, na qual meninos vestiriam azul e meninas vestiriam rosa. Mais tarde, ela afirmou tratar-se apenas de uma metáfora contra a chamada “ideologia de gênero”, e que todos poderiam usar qualquer cor.

Já Onyx Lorenzoni (DEM), ministro-chefe da Casa Civil, gerou polêmica ao exonerar mais de 300 servidores do Ministério. De acordo com ele, era um processo de “despetização” da Casa-Civil “É importante para retirar da administração todos os que têm marca ideológica clara”, declarou.

  • Com informações Diário do Nordeste/Ascom/Globo
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