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Interesse Público

“A reforma proposta pelo governo Bolsonaro é das mais perversas e maldosas já apresentadas”, comenta Waldenor

A votação da reforma da previdência entrou em seu segundo dia nesta quarta-feira, 10, e os debates sobre a proposta apresentada pelo governo federal continuam na Câmara dos Deputados.

Diretamente de Brasília, o deputado federal Waldenor Pereira (PT-BA) comentou os bastidores da votação e anunciou como votará.

“Eu vou votar contra a proposta do Bolsonaro porque é uma das mais perversas e maldosas já apresentadas. A proposta deste governo consegue ser ainda pior do que aquela defendida pelo governo Temer. É um verdadeiro crime contra a população mais pobre que, no final das contas, será quem vai carregar o ônus da previdência social no Brasil. Não há isso de cortar privilégios, que eles andam propagando. Ao contrário, o que está acontecendo é a penalização dos mais pobres e a proteção dos ricos, dos empresários e ruralistas”.

Waldenor acrescenta dizendo que “o pequeno agricultor, os professores, as mulheres e o idoso mais carente é que serão mais prejudicados por essa reforma. E eu, como professor, enquanto deputado representante de uma região cuja a maioria da população trabalha na zona da rural, na agricultura familiar, não posso fugir a essa luta. Meu voto será não”.

No início da semana, a imprensa e parlamentares repercutiram a notícia de que o governo havia liberado mais de R$ 1 bilhão em emendas para ajudar a aprovação da reforma no Congresso. O deputado, que já havia se pronunciado contrário à medida nas redes sociais, também comentou este assunto.

“O que o governo Bolsonaro fez foi gravíssimo e pode ser enquadrado em crime de responsabilidade. Isso é um absurdo e ele mente ao dizer que as emendas são do orçamento impositivo. Esse valor não passou pela aprovação do poder legislativo e está sendo liberado apenas a bancadas que apoiem a proposta do governo”.

No início da noite, chegou a circular informação de que liminar da justiça havia proíbido a liberação das emendas pelo governo, mas logo em seguida foi derrubada, conforme informou a deputada Maria do Rosário em publicação pelo Twitter.

Fonte: Ascom

Texto: Débora Silveira

 

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