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Canonização de Irmã Dulce no Vaticano reuniu Mourão, Maia, Alcolumbre, Aras, Rui Costa e ACM Neto

Autoridades brasileiras participaram da cerimônia de canonização de Irmã Dulce no Vaticano, neste domingo (13).

Estiveram presentes:

  • O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB)
  • O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM)
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM)
  • O governador da Bahia, Rui Costa (PT)
  • O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e seu vice, Bruno Reis (DEM)
  • O procurador-geral da República, Augusto Aras
  • O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster
  • O secretario de Turismo, Fausto Franco

Ministério Público pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) a análise da legitimidade dos gastos e que órgãos não paguem as despesas de autoridades federais até que a justificativa seja apresentada.

A Câmara dos Deputados, por exemplo, informou na quinta-feira (10) que enviaria uma delegação oficial comandada pelo presidente Rodrigo Maia e mais três políticos e também autorizou a ida de mais 10 deputados para integrar a missão. Maia disse que viajaria sem ônus para a Câmara. A assessoria da Câmara não havia informado quanto custaria a viagem dos outros parlamentares.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, anunciou na quinta-feira (3) que pagará as despesas do próprio bolso após a divulgação que sua viagem custaria R$ 67 mil. Ele também informou que fará auditoria em contratos, incluindo uma agência de viagens.

Segundo o Vaticano, autoridades de outros países também acompanham a cerimônia: o presidente da Itália, Sergio Mattarella, o Príncipe Charles, atual príncipe de Galles, o vice-presidente de Taiwan, Chen Chien-Jen, o ministro da Educação da Irlanda, Joe McHugh, a integrante do governo federal da Suíça, Karin Keller-Sutter, e o vice-ministro de Relações Exteriores da Índia, Vellamvelly Muraleedharan.

A cerimônia

A cerimônia de canonização começou às 10h (5h no horário de Brasília), e a freira baiana foi canonizada pelo Papa Francisco às 10h34 (5h34 em Brasília).

O Vaticano considera, oficialmente, que Santa Dulce dos Pobres é a primeira santa brasileira. Embora outras brasileiras e uma religiosa que atuou no país tenham sido canonizadas pela Igreja Católica anteriormente, irmã Dulce é a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos.

Leia mais:

anta Dulce dos Pobres. É assim que Irmã Dulce passa a ser chamada após a cerimônia de canonização que a tornou santa na manhã deste domingo (13) na Praça de São Pedro, no Vaticano, lotada de fiéis.

A santa, conhecida popularmente como Anjo Bom da Bahia, foi uma das religiosas mais populares do Brasil graças ao trabalho social prestado aos mais pobres e necessitados, principalmente na Bahia.

O Vaticano considera que Santa Dulce dos Pobres é a primeira santa brasileira. Embora outras brasileiras e uma religiosa que atuou no país tenham sido canonizadas pela Igreja Católica anteriormente, irmã Dulce é a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos.

Imagem de Santa Dulce dos Pobres na fachada da Basílica de São Pedro durante a cerimônia de canonização — Foto: Reprodução/TV Globo

Outros quatro beatos, de diferentes nacionalidades, também foram canonizados por Papa Francisco às 10h35 (5h35 no horário de Brasília) deste domingo (leia mais abaixo). De acordo com o Vaticano, 50 mil pessoas participaram da cerimônia.

“Em honra da Santíssima Trindade, pela exaltação da fé católica e para incremento da vida cristã, com autoridade de nosso senhor Jesus Cristo, os santos apóstolos Pedro e Paulo, depois de haver refletido longamente, ter invocado a ajuda divina e escutado o parecer de muitos irmãos do episcopado, declaramos e definimos santos os beatos: John Henry Newman, Giuseppina Vannini, Mariam Thresia Chiramel, Dulce Lopes Pontes e Marguerite Bauys”, declarou o Papa, em latim.

Irmã Dulce com crianças, em Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce

Irmã Dulce com crianças, em Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce

Na homilia da missa de canonização, o Papa Francisco afirmou que as pessoas que se dedicam ao serviço dos mais pobres na vida religiosa fizeram “um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo”.

Francisco disse que, como os leprosos citados nos textos bíblicos, “todos nós precisamos de cura” e somente Jesus oferece essa cura. Por isso, segundo ele, é preciso rezar, pois “a oração é o remédio da alma”.

O príncipe Charles, do Reino Unido, também participou da missa (veja vídeo abaixo). Um dos santos que estavam sendo canonizados é britânico.

Príncipe Charles acompanha a missa de canonização no Vaticano

Príncipe Charles acompanha a missa de canonização no Vaticano

Antes da missa, a cantora baiana Margareth Menezes, o padre Antonio Maria e o sanfoneiro cearense Waldonys tocaram e cantaram no altar a música oficial da canonização.

Beatificação e caminhos para canonização

Irmã Dulce foi beatificada em 2011, após ter o primeiro milagre reconhecido. A graça alcançada foi a recuperação de uma paciente que teve uma grave hemorragia pós-parto e cujo sangramento subitamente parou, sem intervenção médica. Após beatificada, Dulce Lopes Pontes passou a ser chamada “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”.

José Maurício foi ao Vaticano para acompanhar a cerimônia de beatificação e chegou a receber a bênção de Papa Francisco durante a missa de canonização .

Músico que teve milagre atribuído à Irmã Dulce participa da procissão do ofertório

Músico que teve milagre atribuído à Irmã Dulce participa da procissão do ofertório

Além do milagre recebido por José Maurício, outras duas graças alcançadas por devotos após orações a Irmã Dulce estavam sendo analisadas pelo Vaticano para o processo de canonização da religiosa.

Os três casos foram enviados ao Vaticano pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em 2014, após análise de profissionais da própria instituição. Os outros dois milagres que ainda não foram confirmados pelo Vaticano continuam sendo analisados.

O Vaticano tem quatro exigências quanto à veracidade de uma graça, até ser considerada milagre: ser preternatural (a ciência não consegue explicar), instantâneo (acontecer imediatamente após a oração), duradouro e perfeito.

Tapeçarias penduradas na fachada da Basílica de São Pedro retratam da esquerda para a direita: Irmã Dulce, Giuseppina Vannini, John Henry Newman, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan e Margarita Bays na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (13)    — Foto: Alessandra Tarantino/AP

Tapeçarias penduradas na fachada da Basílica de São Pedro retratam da esquerda para a direita: Irmã Dulce, Giuseppina Vannini, John Henry Newman, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan e Margarita Bays na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (13) — Foto: Alessandra Tarantino/AP

  • Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas, em um local de Salvador conhecido como Ilha dos Ratos. Nos imóveis, ela acolhia enfermos e desabrigados
  • Ainda na década de 30, ajudou operários do bairro de Itapagipe, em Salvador, a formarem a União Operária São Francisco. Logo depois, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, fundou o Círculo Operário da Bahia
  • Junto aos trabalhadores, ela inaugurou um colégio para os filhos dos operários e ainda ajudou a fundar os cinemas Plataforma e São Caetano, além do Cine Teatro Roma; a renda obtida nos cinemas contribuía para a manutenção do Círculo Operário
  • Na década de 60 transformou um galinheiro do Convento de Santo Antônio em albergue. Mais tarde, o lugar deu origem ao Hospital Santo Antônio, no Largo de Roma, em Salvador, e as Obras Sociais que levam o nome dela
  • Em 13 de março de 1992, faleceu em Salvador na Bahia
  • Em 1912, foi nomeada beata
  • Em 13 de outubro de 2019 foi canonizada e se tornou santa com o nome Santa Dulce dos Pobre

Fonte: G1 Bahia

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