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Fundador da Ricardo Eletro é preso acusado de sonegar R$ 400 milhões em impostos

O empresário Ricardo Nunes, fundador da rede de eletrodomésticos e eletroeletrônicos Ricardo Eletro, foi preso na manhã desta quarta-feira (8) na Operação Direto com o Dono, deflagrada pelo Ministério Público, Secretaria de Estado de Fazenda e Polícia Civil de Minas Gerais. Ele e mais duas pessoas são acusados sonegar, ao longo de mais de cindo anos, cerca de R$ 400 milhões em impostos devidos ao Estado de Minas Gerais.

O MP de Minas informa que foram cumpridos três mandados de prisão e quatorze mandados de busca nos municípios de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, São Paulo e Santo André. Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o sequestro de bens imóveis do dono do negócio, avaliados em cerca de R$ 60 milhões, com a finalidade de ressarcir o dano causado ao estado de Minas Gerais.

Segundo informações do G1, Nunes estava em São Paulo quando foi preso. A filha dele, Laura Nunes, também foi detida, na região metropolitana de Belo Horizonte. O diretor-superintendente do grupo, Pedro Daniel Magalhães, também é alvo de um mandado de prisão.

De acordo com o MP, a Ricardo Eletro se apropriava indevidamente do ICMS cobrado dos clientes e não repassava ao governo estadual. O montante de R$ 400 milhões é devido apenas ao estado de Minas Gerais, mas, segundo investigadores, a mesma prática e dívidas também existem em outros estados onde a Ricardo Eletro possui filiais.

A investigação ganhou força após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de novembro de 2019, que definiu como crime a apropriação de ICMS cobrado de consumidores em geral e não repassados ao Estado.

A empresa encontra-se em situação de recuperação extrajudicial, sem condições de arcar com suas dívidas, já tendo fechado diversas unidades e demitido dezenas de trabalhadores. Em contrapartida, o principal dono do negócio possui dezenas de imóveis, participações em shoppings na região metropolitana de Belo Horizonte e fazendas. Os bens imóveis não se encontram registrados em nome do investigado, mas de suas filhas, mãe e um irmão, que também são alvos da Operação Direto com o Dono.

Segundo o MP, o crescimento vertiginoso do patrimônio individual do principal sócio ocorreu na mesma época em que os crimes tributários eram praticados, o que caracteriza crime de lavagem de dinheiro.

Fonte: Sul 21, *Com informações do Ministério Público de Minas Gerais.

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