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Conquista: Jovem denuncia vendedor de loja por injúria racial, após homem insinuar que ela estaria ‘nua’ por vestir roupa preta

Homem chegou a ser detido por policiais militares, mas foi liberado em seguida. Caso aconteceu na terça-feira (26), em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia.

Uma jovem de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, denunciou o vendedor de uma loja por injúria racial, depois que o homem insinuou que ela estaria nua por vestir um roupa preta. O caso aconteceu na terça-feira (26). O homem chegou a ser detido, mas foi liberado em seguida.

A jovem, que não quer se identificar, conta que seguia para o trabalho, quando passou em frente à loja onde o suspeito trabalha. Ela ouviu o primeiro comentário do vendedor, mas disse que resolveu não fazer nada.

“Eu estava vestida toda de preto. Estava com uma blusa fechada até aqui [pescoço], uma legging preta e um tênis preto também. Aí eu passei em frente a uma loja e ouvi o vendedor falando: ‘Devia usar uma roupa para trabalhar’. Aí eu deixei passar, porque a gente escuta cada coisa, que tem hora que ignora. Eu desci [fui] para minha empresa”, contou ela.

Depois de passar na empresa, a jovem seguiu para o ponto onde trabalha com divulgações na rua. Novamente, o suspeito fez os comentários racistas, comparando a cor da roupa que ela usava com a da pele dela, e novamente insinuando que a vítima estaria nua, por estar vestindo preto.

“Depois eu voltei para o meu ponto, que fica na praça do acarajé. Aí um pessoal do [que trabalha com] empréstimo falou para mim que ele falou que eu já era preta, ainda colocava uma roupa preta, que eu deveria usar uma outra roupa para trabalhar. Aí eu não achei isso certo, fiquei realmente incomodada e falei com minha irmã. Minha irmã se exaltou, a gente chamou a polícia. Tinha um pessoal lá, que apareceu para me ajudar”, disse.

Com apoio das pessoas que estavam no local, a vítima chamou uma viatura e explicou aos policiais militares o que aconteceu. Os PMs então se dirigiram à loja do suspeito, que foi levado para o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde o caso foi registrado.

“Chamamos a viatura, a viatura chegou, conversou comigo, conversou com ele lá dentro da loja. Causou um pouco de tumulto na praça. Aí a viatura levou tanto eu, como ele [para a delegacia], e lá fizemos o boletim de ocorrência”.

Apesar do flagrante, o suspeito foi liberado. A polícia abriu um inquérito para investigar o caso e o vendedor vai responder por injúria racial.

“O meu advogado falou que ele vai responder por injúria racial, que é um crime afiançável. Ele paga uma fiança e seria liberado. E que o processo iria correr pela Justiça, para eu sempre ficar acompanhando”, disse a vítima.

Fonte: G1 Bahia

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