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Fabíola Mansur lamenta participação do prefeito de Brumado em atos bolsonaristas no 7 de Setembro

A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) comentou na manhã desta terça-feira (14) a participação do prefeito de Brumado, e seu colega de legenda, Eduardo Lima Vasconcelos (PSB) nos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último 7 de Setembro.

O gestor deixou a cidade e foi até Brasília para se manifestar. “Vamos fazer uma reunião da executiva a respeito do tema. É uma posição pessoal que a gente lamenta muito. O partido tem seu histórico de progressismo que não desperta dúvida nas pessoas”, disse.

Mansur conversou com a reportagem do BNews nesta manhã, quando acompanhou o governador Rui Costa (PT) durante a entrega de uma obra de contenção de encosta em Marechal Rondon, na capital baiana.

Ela avalia que as manifestações bolsonaristas da última terça-feira (7) demonstram que o presidente mantém sua capacidade de mobilização seus apoiadores com perfil mais radicalizado dentro de sua base.

Contudo, também pondera que, embora a adesão tenha sido grande, os que foram às ruas não representam o sentimento da maioria da população quanto ao atual governo.

“Se você olhar para as pesquisas, o presidente está no seu pior índice de popularidade. Estamos com altos índices de fome, de desemprego e inflação”, avalia. Há quatro semanas, uma pesquisa realizada pelo DataPoder revelou, em 19 de agosto, que a rejeição ao governo chegou a 64%.

A parlamentar destaca que a atitude do presidente, bem como suas falas, acabaram sendo rechaçada pelas instituições. “Foi tão mal visto que ele pediu arrego no dia seguinte”, opinou, em referência a nota divulgada pelo presidente dois dias após os atos.

A escrita do texto contou com a consultoria do ex-presidente Michel Temer (MDB). Para Mansur, desde que eleito, Bolsonaro não “desce do palanque”. “Como ele não tem programa de governo, ele sobe no palanque para incitar a população, brasileiros contra brasileiros. Isso é realmente preocupante e precisa ser repudiado”, continuou.

12 de Setembro 

Já quanto aos atos puxados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo  “Vai Pra Rua”, no último domingo (12), a parlamentar alfinetou que estes “não foram convocados pela sociedade e pessoas que apoiam a democracia, mas pelo MBL”.

Ambos os grupos, em 2016, promoveram manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Contra Bolsonaro – e também se posicionando contra um eventual retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder -, os atos do último domingo tiveram baixa adesão .

Legendas de esquerda, como PT e o Psol, decidiram não participar destas manifestações. Em nota divulgada na véspera, o PT disse que embora saudasse “todas as manifestações Fora Bolsonaro”, havia definido com outras forças políticas e organizações sociais e populares, atos públicos nacionais para os  dias 2 de outubro e 15 de novembro.

“Temos uma grande convocação para o próximo dia 2 de outubro, que acho que as pessoas que estão defendendo o país, defendendo direitos, as pautas progressistas e sendo contra o ódio e intolerância, irão às ruas – assim como estão nas redes sociais”, concluiu Mansur.

Fonte: BNews

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