Interesse Público
Wagner afirma que Lula é uma possibilidade para 2018

O governador Jaques Wagner (PT) confirma a possibilidade do ex-presidente Lula, voltar como candidato em 2018. “Temos que esperar o resultado de 2014 e, em qualquer dos casos, Lula continua sendo uma figura importante. É uma carta no jogo para 2018. Até lá vamos ver o outro nome que pinta”, disse ele, em entrevista publicada no jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira, 13.
Questionado sobre a reforma política no país, o governador da Bahia defende o financiamento público de campanhas, como a única possibilidade de conter a corrupção. “Essa palhaçada só acaba quando houver financiamento público de campanha. O grande erro do PT foi não ter tido mais pulso para fazer a reforma política, porque ou destrói a máquina eleitoral do jeito que está hoje ou todo mundo vai para o ralo. Mudar essa máquina passa por coincidência de eleição, fim da reeleição, fim da barganha do tempo de TV”, afirmou.
Wagner também criticou a postura de ataques do PT a Marina Silva (PSB), durante o primeiro turno. De acordo com ele, a população não concorda com essa atitude. “Marina é uma mulher do bem, que se move na política por ideais, não por mesquinharia. Acho que o tom não devia ser esse. Critico o tom porque não é por aí que você ganha uma eleição. O povo não gosta disso”, concluiu.
O governador discutiu a postura de Aécio Neves (PSDB), falando da derrota em Minas Gerais. Para Wagner, essa rejeição ao candidato do PSDB dentro de Minas aconteceu, porque o povo não o reconheceu como homem direito e trabalhador. “Para sentar na cadeira de presidente tem que trabalhar muito. E ele não tem muito apreço pelo trabalho”, disse.
Jaques Wagner ainda questionou a ética de Aécio Neves, durante a campanha dos tucanos, que enfoca nas denúncias de corrupção da Petrobras. “Não reconheço em Aécio Neves alguém que possa dar aula de ética”, afirmou.
Sobre a intolerância e preconceito contra os nordestinos por causa da votação na candidata petista, Wagner atribuiu uma parte, a oposição, que estimula esse preconceito, e a outra, a imprensa, que cria um coro antipetista. “É uma destilaria de ódio. Querer qualificar a votação é um outro besteirol, dizer que só gente mal informada vota no PT”, concluiu.
Saádia Prates
Foto: secom
















