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Bahia: greve do INSS não tem previsão para terminar

Com as atividades paralisadas há quase um mês, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Bahia ainda não têm previsão de retomada das atividades. O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado da Bahia (Sindiprev-BA) informou que a categoria não aceita a proposta do Governo, que oferece reajuste salarial de 21,3% .
Os servidores pedem aumento de 27,5%, com aumento gradual durante os próximos quatro anos, além de melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população. De acordo com o Sindiprev-BA, a próxima assembleia da categoria está marcada esta sexta-feira (31), às 14h, na sede do sindicato, que fica localizada no bairro de Nazaré. O objetivo é acompanhar os rumos do movimento em todo o estado e buscar a adesão das unidades que ainda não estão integradas ao movimento.
Mais de 90% dos municípios no interior da Bahia, além da capital, aderiram à paralisação no dia 7 de julho em apoio ao moviemnto nacional. De acordo com Ricardo Sampaio, coordenador do comando de greve no estado, todas as Agências da Previdência Social (APS) das cidades que aderiram à greve no estado estão fechadas.
Segundo Ricardo Sampaio, serviços da Previdência foram afetados, entre eles pedidos de aposentadorias, salários maternidade, auxílio doença, auxílio reclusão e seguro defeso. Ainda de acordo com Sampaio, os serviços de agendamento foram cancelados.
Em nota publicada no site, o Ministério do Planejamento informa que propôs o índice de 21,3%, dividido em parcelas de 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,8% em 2018 e 4,5% em 2019. Ainda segundo a nota, as negociações irão continuar e uma nova reunião deverá ocorrer até o final deste mês.
Ainda segundo Ricardo Sampaio, além da pauta nacional, os servidores na Bahia denunciam que trabalhadores terceirizados que atuam nas agências do estado estão sem receber salário há três meses. De acordo com o coordenador do comando de greve, os 30% de atendimento mínimo ainda não foram estabelecidos nesta quarta-feira. “O governo ainda não solicitou essa definição”, afirmou Sampaio.
Fonte: G1
Foto: Tarso Sarraf
















