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Conferência teve o intuito de apresentar proposições para a política de extensão rural na Bahia

Por Celso Rios
A 2ª edição da Conferência Estadual de Assistência Técnica em Extensão Rural contou com a presença do diretor da BAHIATER, Jason Ferreira, que avaliou a importância e o papel da ATER no desenvolvimento agrário no Estado.
“Nós estamos construindo a II Conferência Nacional de Assistência Técnica em Extensão Rural (ATER). Ela é derivada das conferências estaduais, que por sua vez é construída através das conferências territoriais e municipais. Esse é o décimo primeiro território que está realizando sua conferência, foram vinte e três municípios que fizeram conferências e hoje fechamos com mais este evento”, analisou o diretor.
“De acordo com Jason este espaço é estratégico para a construção de uma política pública extremamente importante com ênfase no desenvolvimento rural, pois, através dessa extensão rural é quem se chegam às inovações tecnológicas que ajudam na organização da produção e auxiliam nas políticas públicas”, explicou Jason.

A BAHIATER é a nova empresa que irá cuidar da extensão rural depois da extinção Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Já a nível nacional está sendo criada a Agência Nacional de Assistência Técnica em Extensão Rural (Anater).
“Estamos criando proposições para o funcionamento dessas duas instituições que irão pensar e executar a política de extensão rural no estado da Bahia. É uma imensa satisfação estar ouvindo a avaliação das pessoas e as proposições para esse novo serviço que vem de forma integrada agora com infraestrutura e regularização fundiária”, analisou Ferreira.
Por integrar a mesma secretaria, a ordem é agregar a política de extensão rural com a política de acesso a terra, a água e com infraestrutura, como tratores, a agroindústria e comercialização para conseguir fechar a cadeia produtiva.

A primeira conferência nacional foi realizada em 2012, quando a Bahia estava construindo sua política estadual de ATER. Ao longo desses anos foram uma série de ações no Estado com as políticas públicas e na Federação com a integração de ATER. Agora com a criação da BAHIATER, acontece o processo de uma assistência técnica mista. Através dessas experiências das organizações do terceiro setor, a exemplo de COOPERSUBA (Cooperativa de Trabalho da Região do Sudoeste da Bahia), Cedasb (Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia), Fetag (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado da Bahia), que tem uma dinâmica e metodologia de assistência técnica que se inova muito rapidamente.
“O Estado não tem essa capacidade de inovação porque as organizações têm relações com a cooperação internacional, outras organizações, universidades e estão sempre se atualizando. Esse processo de ATER mista em que o estado forneça assistência técnica direta, mas, que ele também contrate via chamada pública é uma grande inovação. Porque você de forma complementar trabalha a extensão rural, com instituições que tem base social com relação mais firme aos agricultores, porém, com a segurança do estado por trás disso”, frisou Jason.
Além destes benefícios citados tem-se também a perspectiva da mulher como sujeito do meio rural.
“Metade do nosso público obrigatoriamente tem de ser mulher sendo atentida com a assistência técnica e 15 % tem de ser de jovens até porque temos que começar por eles a assistência técnica no meio rural para que no futuro se tenha o resultado deste trabalho”, finalizou o diretor.
















