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Interesse Público

Prefeita de Piripá fala sobre dificuldades para enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti

Por: Celso Rios

O mosquito Aedes Aegypti principal transmissor da dengue, zika e chikungunya é o principal vilão mundial na atualidade. O principal vetor de transmissão dessas enfermidades tem causado muita dor de cabeça às autoridades que tentam se mobilizar ao máximo para conter o avanço dessas doenças.

No último final de semana foi realizado o chamado Dia Nacional de Enfrentamento e Combate ao Aedes aegypti. O evento contou com a Secretária Executiva da Presidência da República, Eva Chiavon, além de outras autoridades e prefeitos de municípios da região sudoeste.

Uma delas foi a prefeita do município de Piripá, Sueli Bispo Gonçalves (PP), a representante municipal falou sobre os cuidados e desafios que tem tomado para o combate ao mosquito transmissor dessas doenças.

Como vocês estão fazendo para combater os focos do mosquito Aedes Aegypti?

Estamos com uma equipe que o tempo todo tem se empenhando na causa desde a assistência social, saúde, infraestrutura e educação, com objetivo de fazer uma rede para ver se conseguimos exterminar esse mosquito. Sabemos que não é fácil, o próprio Ministério da Saúde coloca algumas dificuldades, e por vezes, põe a responsabilidade na prefeitura nos deixando de mãos atadas com relação às sorologias. Os municípios são obrigados a notificar os casos, mas eles só aceitam a notificação quando são feitas através de um laboratório reconhecido pelo Estado. Aqui em Conquista, o Lacen, envia as lâminas com as sorologias que por vezes ficam de três a quatro meses sem resultado, isso acaba atrasando o trabalho da gente de identificação do mosquito. A gente está tentando dentro de nossas possibilidades cumprir essa meta de visitar 100% dos domicílios todos os meses cumprindo seis ciclos até junho.

Quantos agentes ao todo atuam no município atualmente?

Os agentes comunitários atuam como apoiadores, contamos com sete agentes, porém, precisamos de no mínimo nove para visitarmos todos esses domicílios realizando um trabalho eficiente. Fora essa questão, encontramos ainda uma resistência, pois as pessoas não se conscientizaram de que precisam também fazer esse trabalho para que desta forma cheguemos longe. Todos têm que estar envolvidos com a saúde.

Foto luciene costa.

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