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Conquista: Setembro, mês marcado pelo Dia Nacional do Surdo e luta pela inclusão

Por Luciene Costa – Setembro é o mês é de luta pelos direitos das pessoas com deficiência em todo o País. Setembro tem comemorações pelo Dia da Língua Brasileira de Sinais – Libras (10), Dia Nacional do Cego (17), Dia Nacional de Luta pelos seus Direitos (21) e o Dia Nacional do Surdo (26). As datas na verdade servem para chamar atenção para a inclusão e a diversidade, e também para defesa dos direitos e cidadania. Em Vitória da Conquista, diversas atividades foram realizadas a exemplo de palestras, rodas de conversas e seminários em escolas, universidades e espaços públicos com a finalidade de gerar essa visibilidade à causa da pessoa com deficiência e promover ações em prol das pessoas com deficiência. Durante essas mobilizações Jaqueline França falou

Jaqueline França, Gerente da Central de Interpretação de Libras (CIL).
Jaqueline França, Gerente da Central de Interpretação de Libras (CIL).

sobre a Central de Interpretação de Libras (CIL), órgão ligado à Secretaria Municipal de Educação (Smed), onde atua como Gerente. “A central foi reativada em maio do ano passado, quando a gente começou um processo de adaptação, de acolhimento aos surdos na central, dando oportunidades de os surdos estarem nos espaços públicos, de serem entendidos na língua deles”. A Central conta com 03 intérpretes e um professor surdo.  A Gerente Jaqueline falou ainda sobre as dificuldades que os surdos ainda passam. “No ano passado, por exemplo, os surdos estavam questionando sobre a falta de acessibilidade de comunicação nas audiências da câmara, nos espaços públicos, intérpretes insuficientes nas escolas municipais.  As pessoas que não conhecem a língua de sinais acham que se comunicam através de mimica e gestos e isso não é verdade. É uma língua e ela precisa ser respeitada enquanto idioma e reconhecida como a segunda língua oficial de nosso pais. As pessoas ainda pecam em relação ao reconhecimento da pessoa surda; identificam os surdos como deficiente auditivo. O deficiente audito não usa língua de sinais, utilizam próteses, ainda conseguem dialogar e o surdo não, não são adeptos a implantes e utilizam a língua dos sinais. O surdo tem voz, fala, reproduz algumas palavras, mas não sabem o significado das palavras, não sabem como estruturar as frases”.

Jaqueline França informou ainda que no próximo dia 09 de outubro, a Câmara de Vereadores realizará uma Audiência Pública, por indicação da vereadora Nildma Ribeiro, que servirá para discutir as barreiras ainda existentes e novas medidas de acessibilidade como também refletir acerca da Lei de autoria do vereador Adinilson Pereira.

 

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