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HOSPITAL HGVC DE VITÓRIA DA CONQUISTA REAGE A DENÚNCIA E ACUSA DEPUTADO DE INVASÃO

A Direção do Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista (CHVC) emitiu uma nota repudiando a invasão do deputado estadual Diego Castro (PL) nas dependências da UPA e do Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC). Segundo a nota, o deputado desrespeitou normas de acesso, protocolos sanitários e regras de segurança hospitalar.
A direção do hospital afirma que a atividade fiscalizatória é legítima, mas não autoriza o descumprimento de protocolos voltados à proteção da vida e da dignidade de pacientes, acompanhantes e profissionais. Além disso, destaca que a instituição tem produzido atendimentos inéditos, com mais de 86 mil pessoas atendidas pela UPA e 17 mil pelo Hospital Geral em 2025.
A nota também acusa o deputado de utilizar as redes sociais de forma irresponsável e de não contribuir para a construção de um SUS melhor. A direção do hospital afirma que seguirá trabalhando com responsabilidade e respeito, assegurando atendimento digno e humanizado à população.

O deputado Diego Castro (PL) denunciou o descaso na saúde de Vitória da Conquista, Bahia, por meio de um vídeo divulgado em suas redes sociais. O deputado mostra que pacientes pós-operados estão sendo expostos em corredores do Hospital de Base e da UPA devido à falta de leitos adequados. Além disso, há superlotação e demora no atendimento, com pessoas esperando dias para serem atendidas.
Os principais problemas apontados incluem: Falta de leitos adequados; pacientes pós-operados expostos em corredores; demora no atendimento; superlotação e pessoas esperando dias; deficiência de profissionais e a falta de médicos e outros profissionais de saúde essenciais.
De acordo com o deputado, a situação levou à intervenção e o deputado promete cobrar soluções dos órgãos competentes para melhorar o atendimento na saúde de Vitória da Conquista.
Confira a nota na íntegra
A Direção do Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista (CHVC) vem a público alertar a população sobre a recente ocorrência de ações irresponsáveis e de cunho político nas dependências de suas unidades, como a UPA e o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), repudiando, de forma veemente, a invasão promovida pelo deputado estadual Diego Castro, em desrespeito às normas de acesso, aos protocolos sanitários e às regras de segurança hospitalar.
A atividade fiscalizatória exercida por parlamentares é legítima, mas não autoriza o descumprimento de protocolos voltados à proteção da vida e da dignidade de pacientes, acompanhantes e profissionais. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem. A Lei Geral de Proteção de Dados classifica dados de saúde como sensíveis, submetidos a regime de proteção reforçada.
As unidades têm produções inéditas, com um volume significativo de atendimentos. No ano de 2025, foram 86.112 pessoas atendidas pela UPA e 17.076 pelo Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), somente no Pronto Socorro, além de mais de 6.022 cirurgias realizadas. Em uma estrutura com esse porte, não há espaço para ingresso irregular ou ruptura de protocolos. Fiscalização não se confunde com afronta à autoridade sanitária nem com exposição indevida de pacientes e trabalhadores. A população reconhece esse trabalho, exceto aqueles que utilizam as redes sociais de forma irresponsável e que em nada contribuem para a construção de um SUS que todos merecem.
Essa produção expressiva demonstra o compromisso contínuo do Governo do Estado e de toda a equipe com a assistência à população.
Seguiremos trabalhando com responsabilidade, respeito e dedicação, assegurando atendimento a todos que buscam a unidade, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e com o compromisso público de garantir acesso digno e humanizado à saúde. Vamos firmes e com coragem, vencendo a cada dia as mentiras de pessoas sem qualquer compromisso com a verdade e com os reais anseios da população. Poderiam, inclusive, perguntar o que essas pessoas fazem ou fizeram pelo sistema público de saúde nos anos em que governaram e ainda governam em alguns municípios.
















