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Conquista: movimento realiza ato “Nenhuma a Menos” chamando a atenção pelo aumento da violência contra a mulher durante a pandemia

Texto: Lílian Symaia / Fotos: Divulgação – Instituições de defesa dos direitos e proteção da mulher de todo o País têm verificado que os casos de violência contra a mulher aumentaram durante a pandemia causada pelo novo Coronavírus, visto que ela isolada dentro de casa, na maioria das vezes, tem de conviver com o agressor. Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH), observando os atendimentos do Disque 180, Central de Atendimento à Mulher, que presta uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência, ainda em abril, quando o isolamento social imposto pela pandemia já durava mais de um mês, a quantidade de denúncias de violência contra a mulher recebidas no canal deu um salto: cresceu quase 40% em relação ao mesmo mês de 2019, Em março, com a quarentena começando a partir da última semana do mês, o número de denúncias tinha avançado quase 18% e, em fevereiro, 13,5%, na mesma base de comparação.

Neste sentido, observando esse crescimento também na Bahia e em Conquista, foi realizado, em Vitória da Conquista, na última sexta-feira (24), uma carreata que levou o nome “Nenhuma a Menos” – Por Lai e por todas”, cujo objetivo foi denunciar a violência contra a mulher durante a pandemia e cobrar maior proteção das vítimas. O Movimento foi organizado pela União de Mulheres de Vitória da Conquista, Clinica de Direitos Humanos da UESB, Conselho de Mulheres de Vitória da Conquista, Projeto Célula Mater da UESB, Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, Projeto Margarida Alves e Coletivo Obá Elexó.
A vereadora Nildma Ribeiro participou do evento. “Foi um ato importante Participei deste evento para mais uma vez dizer Não, dizer um basta contra essa violência contra mulher. Assim como foi Laiane e Jéssicas tivemos outras mulheres vítimas de violência. Ocupamos as ruas de Conquista para dizer chega. O Brasil é o 5º no ranking de violência contra a mulher e a Bahia é o 13º. Neste momento temos que lutar pela vida das mulheres”. Nildma lembrou ainda que o ato foi uma das ações da Marcha de Mulheres, que acontece há quatro anos no município, e busca dar visibilidade à luta das mulheres em combate à violência doméstica e feminicídio. “Nos últimos dias estavam ocorrendo muitas denúncias através das redes sociais por conta da morosidade da Justiça. Então as mulheres resolveram não se calar e denunciaram. Um dessas vítimas foi Lai que prestou seu depoimento no vídeo”.




















