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FECOMÉRCIO-BA ANALISA DADOS DO IBGE E APONTA QUE CRISE NA BAHIA ATINGE AINDA MAIS O COMÉRCIO E SERVIÇOS‏

Os dados recentemente divulgados por parte do IBGE (PMC e PMS) constatam que a crise chega a todos os setores e regiões. A Bahia não escapou dos efeitos da desaceleração econômica, sentindo ainda mais de perto os seus reflexos. “Primeiro, por ter sido um dos estados onde as classes de renda emergentes mais se destacaram nos períodos de crescimento, portanto foi também onde mais se sentiu o retrocesso”, analisa Fábio Pina, consultor econômico da Fecomércio-BA.

Em se tratando do Varejo, no ano de 2015 o País teve queda de 4,3% nas vendas de varejo restrito e de 8,6% no volume de vendas do varejo ampliado (todo o varejo). Na mesma comparação, a Bahia teve quedas de 8,1% e 9,3% respectivamente, segundo o IBGE, que contabiliza empresas de varejo com mais de 20 empregados.

Os dados da PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista) da Bahia ─produzida pela Fecomércio-BA, em conjunto com a Secretaria da Fazenda da Bahia e Secretaria do Desenvolvimento Econômico─ mostram uma queda ainda maior do que essa, pois contabilizam também as micro e pequenas empresas. “Seja como for, os resultados da Bahia mostram um retrocesso brutal do varejo em 2015, maior do que a média nacional”,  acentua o economista Fábio Pina.

 Abaixo alguns tópicos sobre o desempenho comparado da Bahia:

SERVIÇOS – o setor de Serviços teve péssimo desempenho ano passado e a Bahia sofreu ainda mais. Queda de 3,6% no Brasil e de 6% na Bahia, sendo que nos últimos meses do ano as quedas foram maiores, ou seja, o desempenho foi ruim e está se deteriorando ainda mais nos últimos meses.

Inflação: o quadro abaixo mostra uma inflação muito elevada que fechou 2015 em 10,67 e já atinge 11% em 12 meses terminados em janeiro. Em Salvador os nmeros da inflação foram muito semelhantes aos do Brasil ao longo do ano de 2015, mas se aceleraram um pouco nesse início de ano. “Vale acompanhar os próximos dados, mas, de qualquer forma, a inflação está muito elevada e tende a comprometer ainda mais o poder de compra dos consumidores, que não estão atravessando seus melhores dias”, diz Fábio Pina.

“Em resumo o consumo das famílias caiu no Brasil e ainda mais na Bahia. A tendência é de que isso continue em 2016 Com desemprego, crédito cortado e inflação elevada corroendo o poder de compra, dificilmente haverá uma reação positiva da economia, afastando o consumidor das prateleiras”, constata o economista da Fecomércio-BA.

O presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, afirma que a entidade está em diálogo permanente com as instâncias do poder público para criar alternativas que melhorem o ambiente de negócios. “Diante desse cenário alarmante, a nossa prioridade é a manutenção do emprego. Nossa luta em defesa do empresário é convencer ao Governo de que a saída da crise não está no acréscimo de impostos, algo que só dificultaria a retomada de investimentos e aumentaria as demissões”, defende Souza Andrade.

Fonte: Délia Coutinho – Assessora de imprensa

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