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Frio e tempo seco podem aumentar casos de doenças respiratórias no sudoeste da Bahia

Condições típicas desta época favorecem circulação de vírus e exigem atenção redobrada com prevenção e diagnóstico correto

Com a chegada dos meses mais frios, moradores de Vitória da Conquista já sentem os efeitos da estação: temperaturas mais baixas, ar seco característico da região e mudanças na rotina. Esse cenário também contribui para o aumento das doenças respiratórias, como gripes, resfriados e crises alérgicas, um padrão observado em todo o país.

Dados do Ministério da Saúde apontam que infecções respiratórias tendem a crescer no inverno, quando o clima favorece a circulação de vírus e o agravamento de quadros clínicos. Em 2026, o Brasil registrou aumento de 95% nos casos de influenza nos primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo a pneumologista e coordenadora da pós em pneumologia da Afya Educação Médica, Dra. Maria Cecília Maiorano, o aumento dos casos em Vitória da Conquista, tradicionalmente está ligado a uma combinação de fatores. “A cidade reúne três condições importantes: frio, baixa umidade do ar e maior permanência em ambientes fechados. O ar seco irrita as vias aéreas e compromete as defesas do organismo, facilitando a entrada de vírus e bactérias”, explica. Ela acrescenta que o comportamento da população também influencia na transmissão. “As pessoas tendem a ficar em locais pouco ventilados, o que favorece a circulação de vírus respiratórios, como influenza e outros vírus sazonais.”.

Na prática, os efeitos já impactam a rotina de quem depende diretamente da saúde respiratória. O cantor e publicitário Héricles Henrique, de 30 anos, relata que o período exige adaptação. “Minha garganta fica mais sensível e isso interfere no trabalho com a voz, no ensaio ou numa apresentação com o cliente, por exemplo”, conta. Para se cuidar, ele reforçou hábitos simples: “Procuro aumentar a hidratação, manter minha rotina de exercícios físicos e procuro manter o ambiente de trabalho arejado, na medida do possível. Isso ajuda bastante no dia a dia.”.

Apesar de comuns, os sintomas respiratórios não devem ser tratados sem orientação. “A automedicação é um problema sério, porque os sintomas podem ter causas diferentes. Antibióticos não funcionam contra vírus e o uso inadequado contribui para resistência bacteriana”, alerta a médica. Ela também destaca riscos no uso de anti-inflamatórios e descongestionantes, que podem mascarar sintomas ou causar efeitos colaterais, principalmente em pessoas com doenças crônicas.

Outro ponto de atenção é a evolução para quadros graves. Dra. Cecília alerta: “Nesses casos, é fundamental procurar atendimento imediato. Sintomas como falta de ar, respiração rápida, esforço para respirar, sonolência excessiva e lábios arroxeados são sinais de alerta.”, orienta.

Em cidades com clima mais seco durante o inverno, como Vitória da Conquista, cuidados básicos e atenção aos sintomas fazem diferença para atravessar o período com mais segurança e menos impactos na rotina. A prevenção segue como principal aliada: “Manter a vacinação atualizada, higienizar as mãos, evitar ambientes fechados e pouco ventilados e usar máscara quando necessário são medidas simples e eficazes”, reforça a especialista.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Fonte: Bianca Menezes 

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