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SUCESSO ABSOLUTO: III ‘MANO MEU TÔ POR CÁ’ ENCERRA CELEBRAÇÕES DE 25 ANOS DO GRUPO AXÉ GINGA EM PIRIPÁ

Ficou para a história. O município de Piripá foi palco, nos últimos dias 10 e 11 de julho, de um dos maiores encontros culturais e esportivos da região: o III Mano Meu Tô Por Cá — Vivenciando a Caatinga. O evento deste ano carregou uma atmosfera de imensa emoção, consolidando as celebrações do Jubileu de Prata — os 25 anos de fundação do Movimento Cultural Axé Ginga —, projeto que há um quarto de século transforma vidas através da capoeiragem no sertão baiano.

O encontro reuniu capoeiristas de diversas cidades, alunos da comunidade e grandes mestres do estado da Bahia, promovendo oficinas práticas de alto nível técnico, rodas tradicionais e debates sobre o patrimônio imaterial. Com o encerramento das atividades, a coordenação do Axé Ginga fez questão de emitir uma nota oficial de profundo agradecimento à rede de apoio que tornou este sonho possível.

Encontro de Gerações e Presenças Ilustres

Um dos momentos mais marcantes e carregados de ancestralidade no evento foi a participação de grandes guardiões da capoeiragem regional. O destaque de honra foi a presença do Mestre Acordeon, liderança máxima da renomada Associação Viva Conquista, sediada em Vitória da Conquista-BA. Conhecido por sua dedicação integral à preservação dos fundamentos, ritmos e da musicalidade da capoeira, Mestre Acordeon trouxe um forte valor nostálgico e de respeito às raízes, visto que ele já atuou diretamente como mestre do próprio grupo Axé Ginga em sua trajetória, simbolizando o elo vivo entre o passado de fundação e o presente de sucesso do movimento.

Quem também marcou presença e chancelou o peso histórico do evento foi o Mestre Sandro, grande expoente e defensor das tradições através da Associação Artística Memória de Bimba. A participação de Mestre Sandro abrilhantou os momentos de camaradagem, trazendo disciplina, técnica e contagiando a todos com a energia única de sua vivência na capoeiragem baiana.

Grade de Oficineiros de Alto Nível

O grande diferencial técnico desta edição comemorativa foi a robusta grade de oficinas, que ofereceu aos alunos e visitantes um aprendizado profundo sobre a plástica, os ritmos e os fundamentos da capoeira. O corpo técnico de oficineiros deu um verdadeiro show de didática e foi composto por referências do estado:

• Mestre Val Tragédia (Feira de Santana-BA)

• Mestre Borracha (Itapetinga-BA)

• Contra-Mestre Celso (Vitória da Conquista-BA)

• Professora Gabi (Serrinha-BA)

Reconhecimento e Gratidão às Autoridades

A grandeza e a organização impecável do III “Mano Meu Tô Por Cá” foram frutos de uma união de forças políticas e institucionais que acreditam no poder da cultura e do esporte. O organizador geral, Ademir Bispo dos Reis, expressou em nome do grupo a sua gratidão aos gestores e parceiros através das palavras do Professor Aponga Capoeira:

“Ninguém segura o berimbau sozinho por 25 anos; a capoeira é união e fundamento. O sucesso histórico desse evento é o reflexo direto do respeito que a gestão pública e os nossos representantes têm pela nossa caminhada. Meu agradecimento sincero ao Prefeito Cristiano e ao Vice-Prefeito Dominguinhos por jogarem junto e darem total respaldo ao nosso jubileu de prata. Da mesma forma, a união e o trabalho integrado do Secretário de Educação, Naum Ribeiro, e do Secretário de Esporte, Jardel, foram fundamentais para que a nossa juventude desse esse show de arte, disciplina e organização. Axé a todos!”

A festividade também ganhou um forte brilho político com a presença ilustre do Deputado Marquinhos, que fez questão de comparecer a Piripá para prestigiar o evento, acompanhar as rodas e reafirmar o seu compromisso com o fortalecimento das expressões culturais do interior baiano.

Articulação Estadual e Segurança

Além das lideranças municipais e do legislativo, o fórum de debates contou com o prestígio dos Conselheiros da Câmara de Cultura do Estado da Bahia — Dr. Nelson, Vinícius Rodrigues e Danilo —, que ao lado da Presidente do Conselho Estadual de Cultura, somaram forças na discussão de políticas públicas para a salvaguarda da capoeira. Toda a segurança e a tranquilidade dos participantes foram garantidas pela cobertura atenta da equipe do 80ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).

O III “Mano Meu Tô Por Cá” se encerra deixando um legado de união, valorização da ancestralidade e a certeza de que o Movimento Cultural Axé Ginga continuará, por muitos e muitos anos, sendo um farol de orgulho, esporte e inclusão social para o povo de Piripá. Salve a capoeiragem!

Fonte do texto e fotos: Raul Martins Fotografia

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