
MIRABELA (MG) — A paixão pela arte, pela fotografia e pela celebração da cultura afro-brasileira transformou estradas em pontes de união no VII Festival Volta Por Cima de Capoeira – Zumbilê Capoeira 2026. Realizado entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, no município de Mirabela, no Norte de Minas Gerais, o evento teve como tema “Eu sou capoeira sim sinhô” e reuniu mestres, alunos, pesquisadores e artistas de diferentes cantos do país.
Destaques da Programação: Canto, Rodas e Saberes Tradicionais

A programação do VII Festival Volta Por Cima destacou-se pela diversidade de oficinas e apresentações que movimentaram a cidade durante os três dias de realização:
• Mestre Macaquinho (Feira de Santana-BA): Ministrou duas das oficinas mais marcantes do festival, uma focada em canto e musicalidade do samba de roda e uma outra focada em movimentações da capoeira. Mestre Macaquinho conduziu os participantes pelos ritmos, ladainhas e quadras tradicionais, que migraram do samba para a capoeira, ressaltando o papel da música como alma e condução dos jogos de capoeira e do Samba de Roda.
• Mestre Dendê (Vitória da Conquista-BA): Representou o axé baiano no comando de uma oficina de capoeira e das rodas de rua, trabalhando fundamentos, movimentações e a vivência prática do jogo, que ele denomina de “Capoeira 26”, com participantes de diferentes níveis de graduações.
• Mestre Kibe (São Paulo-SP): Esteve à frente das oficinas de capoeira e Maculelê, trazendo a vivência do trabalho realizado na capital paulista.
• Instrutora Kakau (Belo Horizonte-MG): Esteve à frente de uma aula pensando a capoeira enquanto espaço de fortalecimento, técnica e afirmação da mulher nas rodas.
• Prof. Edinho (São Paulo-SP): Ministrou uma oficina intensa de Expressões Afro-Brasileiras através da Dança Afro.
• Grupo de Batuque Pérola Negra (Brejo dos Crioulos – MG): O domingo no evento contou com a grandiosa participação do Grupo de Batuque Pérola Negra, vindo do Território Quilombola de Brejo dos Crioulos.
A Jornada dos Fotógrafos e O Impacto do Registro Visual
Para cobrir a rica programação do festival, o fotógrafo Raul Martins viajou mais de 600 quilômetros saindo do município de Piripá, no interior baiano, até Mirabela, no interior mineiro. A viagem foi guiada por seu compromisso em registrar a salvaguarda das tradições populares e dar visibilidade às manifestações culturais pretas do interior do país.

Ao seu lado, a aluna Margarida, que viajou de Vitória da Conquista (BA) com a missão de registrar a grandiosidade do festival, uniu forças na cobertura. Juntos, essa dupla ficou responsável por capturar a plasticidade dos movimentos, a emoção das homenagens e a força das expressões faciais de quem fez o festival acontecer.
Este acervo fotográfico passa a integrar a memória do festival e da própria Associação Cultural Zumbilê Capoeira. A sensibilidade do olhar baiano conseguiu traduzir em luz e enquadramento o suor, o som dos berimbaus e o respeito à ancestralidade transmitidos em cada movimento.
O VII Festival Volta Por Cima de Capoeira contou com a realização da ACRO e do Ponto de Cultura Zumbilê Capoeira (sob liderança do Mestre Aurélio), além do apoio e convênio da Prefeitura Municipal de Mirabela e da Diretoria de Cultura e Turismo.

Texto e Reportagem: Emilly Silva (Margarida) (Vitória da Conquista-BA)
Fotografias e Registros Visuais: Raul Martins (Piripá-BA) e Margarida (Vitória da Conquista-BA)










