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Dormir mal pode afetar memória, humor e saúde mental, alerta psiquiatra
Noites mal dormidas comprometem a atenção, a capacidade de tomar decisões e a regulação das emoções. Saiba quando é importante buscar avaliação médica

Uma noite mal dormida pode parecer apenas um desconforto passageiro, mas seus efeitos podem ser percebidos rapidamente no funcionamento do cérebro e no comportamento. Sonolência, fadiga, dificuldade de concentração e irritabilidade estão entre algumas das consequências de um sono de baixa qualidade.
De acordo com a psiquiatra e professora da pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica, em Vitória da Conquista, Izadora Gusmão, o sono exerce um papel fundamental em diferentes funções do organismo. “O sono é fundamental para a atenção, memória, aprendizagem, regulação emocional e tomada de decisões. Após dormir pouco ou mal, é comum observar uma redução da atenção e da concentração, piora da memória e da capacidade de aprendizagem, além de maior lentificação do raciocínio”, explica.
Embora uma noite mal dormida ocasionalmente faça parte da rotina e, isoladamente, não represente necessariamente um problema de saúde, a repetição desse padrão merece atenção. Segundo Izadora Gusmão, mais importante do que observar apenas a quantidade de horas dormidas é avaliar a qualidade do descanso: “Uma pessoa pode passar muitas horas na cama, mas ter um sono fragmentado e não reparador. A preocupação surge quando essa alteração se torna frequente, persistente ou começa a produzir prejuízos durante o dia”.
Dormir mal por mais de três noites por semana de forma repetida já representa um padrão frequente. Quando essa situação se mantém por três meses ou mais, é considerada persistente. A privação crônica do sono pode trazer repercussões para diferentes áreas, incluindo a saúde mental, o metabolismo, o sistema cardiovascular, a imunidade e o funcionamento cognitivo.
A médica psiquiatra reforça que a relação entre sono e saúde mental também é estreita: “Quando dormimos mal, há alterações nos sistemas responsáveis pela regulação emocional e pela resposta ao estresse. O cérebro passa a reagir de maneira mais intensa aos estímulos negativos e apresenta maior dificuldade para frear essas respostas”, alerta Izadora.
Problemas emocionais podem interferir no descanso, enquanto a privação de sono pode contribuir para o agravamento de sintomas como ansiedade, irritabilidade e alterações de humor. No caso da ansiedade, por exemplo, a falta de sono pode aumentar a hipervigilância, a preocupação e a percepção de ameaça, tornando a pessoa mais reativa e com maior dificuldade para lidar com situações estressantes.
Alguns sinais devem servir de alerta para que a qualidade do sono seja observada com mais atenção, especialmente quando persistentes. Dificuldade para iniciar ou manter o sono, despertares frequentes durante a noite, acordar muito cedo sem conseguir voltar a dormir e a sensação de não ter descansado mesmo após dormir são alguns deles. Sonolência excessiva durante o dia, dificuldades de concentração e memória, alterações importantes de humor e ronco intenso também merecem investigação.
“Se a pessoa percebe que dormir mal está interferindo no trabalho, nos relacionamentos, no humor, na memória ou na qualidade de vida, já é um bom motivo para procurar uma avaliação”, orienta Izadora Gusmão. A dependência de medicamentos, álcool ou outras substâncias para conseguir dormir também é um sinal de atenção e deve ser discutida com um profissional de saúde.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.
Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
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