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Cerca de 35 mil pessoas participaram da oitava edição da Flica em Cachoeira

Quatro dias de reflexões, protesto e o amor à palavra. Cerca de 35 mil pessoas estiveram no recôncavo baiano, neste fim de semana, durante a edição deste ano da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que começou na quinta-feira (11) e terminou neste domingo (14).
A oitava edição da Flica marca a despedida do curador Tom Correia, que por dois anos foi responsável pela concepção e direcionamento dos encontros. Antes de deixar o posto, ele ainda deixou conselhos para o próximo curador, que ainda não foi divulgado.
“Eu estou me despedindo da curadoria hoje. Foram dois anos indescritíveis, por tudo que aprendi, por tudo que vivi. Dois anos bastante intensos e inesquecíveis. Espero que no próximo ano seja revista a questão da participação do público. Muita gente ficou sem ter acesso às mesas e isso é um belo problema a ser resolvido no ano que vem”, disse Tom.
Veja em frases como foram os quatro dias da Flica:
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Valter Hugo Mãe durante o bate-papo na Flica — Foto: Ricardo Prado/ Divulgação “Se não temos consciência da nossa história, não vamos propor o futuro. Nosso passado vem muito anterior. As implicações da nossa vida são profundas. Eu preciso tomar consciência desse passado”, Valter Hugo Mãe
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Aleilton Fonseca na mesa da Flica nesta quinta — Foto: Ricardo Prado/ Divulgação
“Estamos em busca de desvendar esses enigmas da intolerância, essas desigualdades. Escritores, escrevam. Leitores, leiam!”, Aleilton Fonseca
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Julián Fuks fala na Flica — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“É o momento de resistir. No exercício do diálogo, das novas ideias. A literatura tem um grande papel. Hoje a gente pode compreender que a literatura engajada já teve muita força, e que a literatura política tem muito viés poético”, Julián Fuks
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Aidil Araújo Lima na Flica — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“A palavra tem poder. A palavra liberta. Eu acredito sim que através da palavra as pessoas podem fazer uma leitura do mundo de uma forma intensa e podem enxergar a realidade”, Aidil Araújo Lima
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Noemi Jaffe na Flica — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“Todo mundo tem medo e o mal está em cada um de nós. Como resistir a esse mal? A literatura subversiva é uma forma de resistir. Pode ser que a gente não ganhe no dia 28, mas a gente vai resistir junto!”, Noemi Jaffe
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Ricardo Aleixo na Flica — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“Onde está a comoção nacional pela morte de Moa do Katendê? Queimam uma biblioteca inteira e você identifica localmente os sinais de indignação”, Ricardo Aleixo
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Silviano Santiago na Flica 2018 — Foto: Ricardo Prado
“Nós temos um desafio politicamente: a cordialidade. Me importa muito que se mantenha sempre a noção de diferença no Brasil. A capacidade de articular as diferenças é que nos farão brasileiros”, Silviano Santiago
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Marcus Vinícius Rodrigues na Flica 2018 — Foto: Ricardo Prado
“Quantas oportunidades a gente perde porque houve preconceito e a gente nem sabe que foi por isso. As pessoas estão se declarando abertamente, dizendo que vão fazer o que já faziam”, Marcus Vinícius Rodrigues
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Ryane Leão na Flica — Foto: Ricardo Prado
“Esse debate político pauta a minha sobrevivência, a minha existência. Eu preciso falar disso dentro da minha literatura”, Ryane Leão
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Margarita García Robayo na Flica — Foto: Ricardo Prado
“Tem um desejo de resistir e de lutar. Não é se perder no caminho. E temos que buscar novas formas de resistência. E tratar de aliviar essa dor”, Margarita García Robayo
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Eliane Brum na Flica, em Cachoeira — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“Quando o jornalismo não faz o seu papel, faz um mau jornalismo, se cria uma realidade paralela e nós estamos sentindo os efeitos disso”, Eliane Brum
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Catarina Guedes na Flica em Cachoeira — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“A arte sempre dá um jeito de se manifestar. A gente mais do que nunca vai ter que usar toda nossa tristeza para fazer coisas belas”, Catarina Guedes
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Zack Magiezi na Flica 2018 — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“É surreal o que está acontecendo no Brasil. Eu me surpreendi de ver tanto ódio que estava escondido”, Zack Magiezi
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Edgard Abbehusen participou dos debates da segunda mesa da Flica deste sábado (13) — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“Eu ainda acredito muito no amor. Eu não escrevo só o que eu sinto. Eu sinto muito o que eu escrevo”, Edgard Abbehusen
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Djamila Ribeiro participou de uma mesa da Flica neste sábado (13) — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“É importante entender nossa diversidade como uma descolonização e respeitando os próprios conflitos geracionais”, Djamila Ribeiro
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Patrícia Hill Collins durante a Flica neste sábado (13) — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“O poder está no significado do tom. Nós temos que fazer com que a gente não perca as nossas ideias e as nossas políticas. É por isso que temos que lutar agora”, Patrícia Hill Collins
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Conceição Evaristo na Flica 2018 — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“Um dos direitos mais genuínos do ser humano é o poder de dizer. A gente tem que garantir a possibilidade de estar, dizendo sempre”, Conceição Evaristo
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Deyse Sacramento na Flica 2018 — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“Nós somos, de fato, a base dessa sociedade. Nós, de fato, carregamos esse país nas costas e já estamos cansados de tratar essa escoliose”, Deyse Sacramento
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Florentina Souza integrou a última mesa da Flica 2018 — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“O conceito de violência é um conceito que está calcado em práticas, que são consideradas práticas comuns, aceitas pela sociedade”, Florentina Souza
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Manuela Barbosa na Flica 2018 — Foto: Ricardo Prado/Divulgação
“Eu acredito que a gente não vai resolver, a gente não vai conseguir resolver nenhuma questão sem tocar na ferida”, Manuela Barbosa
Fonte: G1 Bahia
















