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Marcelo Adnet vai processar quem o atacou após revelar que sofreu abuso sexual

Acho que a gente precisa se adaptar. O homem é um animal que se adapta. E, dentro desta nova realidade, comecei a fazer uns vídeos aqui na minha casa parodiando alguns políticos, uma marca minha, que ficou ainda mais forte depois que fiz o tutorial dos candidatos à presidência (para o jornal O GLOBO, em 2018). Fiz também alguns vídeos imitando uns BBBs e logo o Globoplay entrou em contato comigo me sugerindo que eu produzisse um conteúdo parecido para eles. E achei muito maneiro.
Somente minha, da minha mulher e dos nossos três cachorros e dois gatos aqui de casa. Filmo com meu celular. Não tenho nem estabilizador, nem tripé, nem nada. Em alguns momentos, Patricia segura o celular, em outra os eu apoio nos meus livros. Faço tudo no próprio dia, no período da tarde, e mando para os editores. E eles fazem a edição na casa deles. É tudo artesanal, e o público gosta disso. Costumo dizer que, quando falta produção, sobra criatividade.
O figurino também é seu?
Algumas coisas, sim. Mas me viro. Quando tive que fazer o colete do Mandetta (ex-ministro da Saúde), peguei a jaqueta da minha mulher. Já o Moro, fiz um calendário de papel para ele. O Galvão Bueno tem um microfonezinho, e o Cléber Machado, uma escova de dente. Não recebi nenhum figurino ou cenário da Globo. É tudo aqui de casa.
Você teve que interromper muitos planos por causa da quarentena?
Tinha uma programação para fazer conteúdo na Olimpíada, que já caiu. Também gravaríamos a “Escolinha do Professor Raimundo”, mas foi adiada. Acho que todo mundo precisou interromper alguma coisa.
Qual foi o personagem com que o público mais se identificou no “Sinta-se em casa”?
Nessas primeiras semanas, a Ivy (ex-BBB). Mas, a cada dia, eu recebo centenas de pedidos para imitar personagens diferentes.
Por falar em “BBB”, para quem você está torcendo?
Eu vejo qualidades em todos que estão caminhando para essa final, mas torço mesmo pelo Babu Santana. Trabalhei com ele em três ocasiões. É um cara fantástico. Gosto muito dele. Não tem como eu não torcer por ele.
Muitos homens me procuraram pelas redes sociais, talvez uma centena, para relatarem que também já sofreram abuso na infância. A maioria não teve coragem de falar para a família e até hoje não conseguiu lidar com isso. Acho que o lado positivo do meu posicionamento foi poder levar esse tema para outras pessoas que passaram pelo mesmo. Faz 27 anos que isso aconteceu comigo pela última vez e eu tive tempo de entender, aceitar e contar para as pessoas mais próximas. Para mim, esse assunto não é tabu nenhum.
Pelo o que vi, no meu caso, esse ataque está muito associado ao bolsonarismo. Mas de 90% das pessoas que me xingaram na internet se identificam como apoiadoras ferrenhas do presidente. Eles usam essa tática de machucar os outros, quando se levanta qualquer dúvida sobre o governo. Contratei uma equipe jurídica para condensar essas ofensas e nós vamos processá-los. Não me ofende ser chamado de boiola, viado, fracassado… Mas isso é péssimo e inexplicável.
Fonte: IBahia
















