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Especialistas analisam cenário eleitoral na Bahia

O período das convenções partidárias terminou no dia 5 de agosto com seis nomes indicados para a disputa do cargo máximo do Executivo na Bahia. O futuro governador será escolhido, até o momento, entre os seguintes nomes (em ordem alfabética): ACM Neto (União Brasil), Giovani Damico (PCB), Jerônimo Rodrigues (PT), João Roma (PL), Kleber Rosa (PSOL) e Marcelo Millet (PCO).

A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No dia 02 de outubro, serão pouco mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar nos 417 municípios do estado.

Somente a capital baiana reúne quase sete milhões de eleitores e aparece como o quinto maior colégio eleitoral do país com quase dois milhões de pessoas aptas a votar, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

Nesta edição do podcast Eu Te Explico, dois pesquisadores ajudam a entender o atual cenário eleitoral da Bahia e analisam como a disputa aos cargos de deputado e senador deixam a corrida eleitoral ainda mais acirrada. Fazem parte desta edição o doutor em ciências sociais Cláudio André de Souza e o cientista político Paulo Fábio Dantas Neto.

Para o doutor em ciências sociais Cláudio André de Souza, as eleições deste ano são marcadas pela alta competitividade entre os candidatos, principalmente quando o assunto é o histórico embate eleitoral entre o grupo político de ACM Neto e o Partido dos Trabalhadores (PT), que aposta na candidatura de Jerônimo Rodrigues.

De um lado, ele sinaliza a força de Neto em uma carreira política em fase de crescimento no cenário baiano. Do outro, Jerônimo e uma candidatura que ganha fôlego por estar alinhada com a imagem do ex-presidente Lula.“Talvez isso dê um equilíbrio político que não foi visto nas últimas eleições na Bahia. Conforme os dados têm apontado, teremos uma eleição disputada voto a voto.”

Cláudio André de Souza é mestre e doutor em Ciências Sociais — Foto: Acervo pessoal

Cláudio André de Souza é mestre e doutor em Ciências Sociais — Foto: Acervo pessoal

Souza diz ser possível perceber um “equilíbrio político” entre esses candidatos, o que torna a eleição deste ano muito competitiva. Outras peças relevantes no tabuleiro eleitoral são o candidato João Roma, ex-ministro da Cidadania e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, e os outros três candidatos (Giovani Damico, Kleber Rosa e Marcelo Millet), que são da esquerda e apoiam a candidatura de Lula para Presidência.

No caso de Roma, Souza analisa que o desafio do candidato é conseguir angariar votos dos bolsonaristas que também votam em ACM Neto.

“O maior desafio para o candidato João Roma é, de fato, conseguir se colocar como alguém que se diferencie do candidato ACM Neto para conseguir atrair esses votos. É o mesmo desafio que está colocado para Jerônimo, que é o candidato lulista dessas eleições e precisa reverter para si todas as intenções de votos dos lulismo”.

Para o cientista político Paulo Fábio Dantas, o cenário da política nacional, principalmente a disputa entre Jair Bolsonaro e Lula, é um ponto que pode influenciar o comportamento do eleitor nas urnas. No entanto, no pleito para governador, senador e deputado, é relevante a avaliação que os eleitores fazem da trajetória política dos candidatos no estado.

Dantas comentou também sobre as candidaturas ao Senado, posto que tem na disputa Cacá Leão (PP), Cícero Ribeiro (PCO), Marcelo Barreto (PMN), Otto Alencar (PSD), Raíssa Soares(PL) e Tâmara Azevedo (PSOL, em candidatura coletiva).

Paulo Fábio Dantas é cientista político, professor e pesquisador — Foto: Acervo pessoal

Paulo Fábio Dantas é cientista político, professor e pesquisador — Foto: Acervo pessoal

Um nome forte nesse quadro é o senador Otto Alencar, eleito em 2014 e que tenta a reeleição. Dantas acredita que a corrida pela vaga do Senado na Bahia seria mais competitiva se na lista de oponentes estivesse o vice-governador João Leão, que chegou a ser anunciado como candidato ao Senado, mas desistiu e foi substituído por seu filho Cacá Leão.“Podemos ter um quadro eleitoral em que se eleja um candidato a governador de uma chapa e um candidato a senador de outra chapa.”

Fonte: G1 Bahia

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