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Mulher é presa por manter adolescente em cárcere privado; vítima era obrigada a manter relações sexuais com suspeita

Um mulher de 23 anos foi presa em flagrante, na sexta-feira (23), por manter uma adolescente de 18 anos em cárcere privado em Feira da Santana, a cerca de 100 km de Salvador. A vítima contou que era ameaçada de morte, era obrigada a manter relações sexuais com a suspeita e chegou a ser ferida com faca, de acordo com informações da Polícia Civil.

De acordo com o delegado João Uzzum, que acompanhou o resgate, as investigações tiveram início quando a mãe da vítima procurou a delegacia para informar que a adolescente estava desaparecida e suspeitava de possível cárcere privado..

Os policiais realizaram diligências, em endereços que tinham vínculo com a suspeita, até que a vítima foi encontrada em uma casa no Bairro Fraternidade.

Ao chegarem na frente do imóvel, os policiais acionaram a sirene e foram surpreendidos por pedidos de socorro. Foi necessário arrombar duas portas do cativeiro para libertar a adolescente, que estava abalada psicologicamente e com arranhões na perna.

Após o resgate, a polícia conseguiu prender a suspeita na empresa em que trabalha e que fica próximo da casa onde mora. Ela foi levada à delegacia, passou por exames periciais e aguardará audiência de custódia.

Como tudo começou

De acordo com o delegado, a jovem trabalhava em uma escola de idiomas na cidade de Santa Bárbara, a cerca de 37 km de Feira de Santana.

Ela avisou à mãe que passaria alguns dias em Feira de santana, o que causou estranhamento na família. Em uma videochamada com a filha, a mãe percebeu que a adolescente estava tensa e, em seguida, não conseguiu mais manter contato, o que motivou sua ida à delegacia.

Depois de alguns dias sem contato, a filha conseguiu telefonar para a mãe na quinta-feira (22) e contou que estava em um cativeiro. Ela não sabia onde era o local exato, mas descreveu a casa como um imóvel “de andar e com portão grande de metal”.

A vítima disse que conseguiu ter acesso ao celular depois de ser obrigada a ter relações sexuais com a autora. O sexo foi a condição para o celular da vítima ser liberado, mas sob ameaças e com o aviso de que todas as ações no aparelho eram monitoradas.

Como a polícia identificou a autora?

Durante a semana, a mãe se lembrou que a filha conhecia uma mulher em Feira de Santana. Ela disse não saber, no entanto, que as duas tiveram um relacionamento de um ano e meio. Segundo a polícia, o namoro teria terminado em novembro, mas as duas mantinham encontros.

De acordo com a polícia, essas informações foram importantes para identificar endereços da autora.

As investigações indicaram que a adolescente foi para a casa da mulher em um sábado, no dia 17 de fevereiro, e, no domingo, a suspeita viu mensagens no celular dela com troca de mensagens com outra pessoa. A partir disso, começaram os atos de violência.

No dia do resgate, a polícia realizou buscas em diversos pontos da cidade, em locais nos quais a autora morou. Com base nas investigações, a polícia localizou o local exato do cárcere.

Fonte: G1 Bahia

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