Expressão Bahia
Após dois anos, julgamento de acusado de matar e esquartejar colega de infância acontece em Aracaju: ‘Meu coração sangra’, diz mãe

Foi iniciado nesta segunda-feira (11), o julgamento de Ícaro Ribeiro da Silva, acusado de matar e esquartejar o colega de infância, Henrique José de Andrade Matos, de 23 anos, com quem dividia um apartamento no Bairro Farolândia, na Zona Sul de Aracaju. O crime aconteceu no dia 17 dezembro de 2022.
O corpo de Henrique foi encontrado na área externa do condomínio. Na ocasião, o suspeito chamou um motorista de aplicativo para ajudar a carregar a mala, mas ele desconfiou da situação, foi embora e acionou a polícia.
Durante a manhã, foram ouvidos a namorada do réu, uma vizinha, o motorista de aplicativo e o pai do motorista, que é policial civil e também foi até o local.
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Julgamento iniciou nesta segunda em Aracaju — Foto: TV Sergipe/reprodução
A vítima e o réu nasceram no município de Cícero Dantas (BA) e estavam na capital sergipana há três anos para estudar. Henrique José era o único filho de Maria Noélia de Andrade e cursava Tecnologia da Informação em uma universidade particular.
Acusação
Ícaro Ribeiro foi denunciado por homicídio triplamente qualificado com destruição de cadáver e fraude processual. Ele foi preso em flagrante e confessou ter matado Henrique após uma discussão. Atualmente, está preso no Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto, em São Cristóvão.
De acordo com o Ministério Público de Sergipe, que fará a sustentação da tese, será apresentada a acusação de homicídio triplamente qualificado “com base nas circunstâncias qualificadoras de meio cruel, dificuldade de defesa da vítima e motivo torpe (interesse financeiro) –, além das acusações de ocultação de cadáver e fraude processual”, divulgou o órgão.
Um inquérito da Polícia Civil apontou que, desde setembro de 2022, o suspeito também era investigado por crimes de estelionato. A família da vítima acredita que a morte tenha ligação financeira, já que o filho estava guardando dinheiro para uma poupança para a formatura e o dinheiro sumiu.
Segundo a advogada de acusação, Danielle Soares Menezes, também serão argumentadas outras qualificadoras “com base nas provas firmes produzidas em juízo, que revelaram, indiscutivelmente, que o acusado se apropriou de valores pertencentes à vítima após o ato”, disse.
A defesa do réu informou que só irá se pronunciar após o fim do julgamento.
Fonte: G1 Bahia
















