
O single “Injustiça Climática”, liderado pelo cantautor e pesquisador Ricardo Marques, natural de Vitória da Conquista, vem ganhando destaque no cenário cultural brasileiro ao reunir música e pensamento crítico em torno da emergência ambiental. A canção conta com as participações de Luiz Caldas, Ailton Krenak e Jonas Samaúma e tem sido repercutida por veículos nacionais especializados, consolidando-se como uma colaboração de forte relevância simbólica no debate climático contemporâneo.
Lançada no início de janeiro nas plataformas de música, a obra se afirma como um manifesto ao articular música, poesia e reflexão política. O projeto aproxima a trajetória de Ricardo Marques — mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente e pesquisador das relações entre cultura e sustentabilidade — da inventividade musical de Luiz Caldas.
As participações de Ailton Krenak, filósofo, escritor e primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, e do poeta Jonas Samaúma, ampliam a densidade simbólica da faixa. Juntos, eles constroem uma narrativa que questiona o modelo de desenvolvimento baseado na exploração da natureza e chama atenção para os impactos desiguais da crise climática, sobretudo sobre os povos originários.
Musicalmente, a canção percorre caminhos que dialogam com a música de raiz brasileira e com elementos rituais e ancestrais. O arranjo combina o violoncelo do maestro João Omar à percussão de Emílio Bazé, criando uma ambiência que remete tanto à canção de protesto quanto a rezos e cantos de resistência, evocando referências como Elomar Figueira Mello e Xangai.
A letra, assinada por Krenak, Samaúma e Rodrigo Quintela, traz imagens diretas e contundentes ao afirmar que “o amanhã não está à venda” e lembrar que “estamos na mesma canoa”. Os versos reforçam a ideia de que a crise climática não é abstrata nem distante, mas um processo em curso que atravessa o cotidiano e exige reposicionamento coletivo.
“Injustiça Climática” também antecipa um álbum previsto para o primeiro semestre de 2026, que seguirá explorando temas como justiça ambiental, direitos indígenas e sustentabilidade. “A arte, para mim, só faz sentido quando provoca consciência. Essa canção e as outras que virão são um convite para que a gente se entenda, de novo, como parte da Terra, e não acima dela”, destaca Ricardo Marques.

Ficha Técnica
Compositores: Ailton Krenak, Jonas Samaúma e Rodrigo Quintela
Cantam: Ricardo Marques e Luiz Caldas
Participação especial: Ailton Krenak e Jonas Samaúma
Violões – Clériston Cavalcante
Violoncelo – Maestro João Omar
Percussões – Emílio Bazé
Técnicos de áudio – Luciano PP, Pejota e Abnner Keys
Produção musical – Nagib Barroso
Fonte: Assessoria de Imprensa Matheus Luzi -Agência Assessart e Assessoria de Imprensa Local: Ana Paula Marques – Vagalume Press















