Expressão BahiaGeral
Bebidas adulteradas com metanol são foco de treinamento para Carnaval

Os recentes casos envolvendo adulterações de bebidas destiladas com metanol, que chegaram a causar vítimas na Bahia, são alvo de um treinamento técnico para o Carnaval 2026.
A estratégia apresentada articula proteção à saúde, defesa do consumidor e organização do trabalho durante o Carnaval, com atenção especial à cadeia que envolve produção, comercialização e descarte.
A ação foi apresentada nesta segunda-feira, 9, durante coletiva realizada na sede da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA), integrando uma iniciativa do Governo do Estado, em parceria com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e cooperativas de catadores.
Ações preventivas
Um dos objetivos da estratégia é conscientizar os comerciantes sobre os perigos de comprar bebidas sem nota fiscal e colocar à disposição do consumidor.
“Tivemos muitos casos recentes de intoxicação por metanol no país, e esse tipo de prática coloca a população em risco”, ressaltou a presidente executiva da Abrabe, Cristiane Foja.
Além disso, o destino das embalagens após o consumo aparece como um ponto central da política de prevenção, ao impedir que garrafas retornem à cadeia ilegal de bebidas.
Segundo o coordenador executivo do Centro de Arte e Meio Ambiente (Camapet), Joilson Santana, os profissionais recebem kits com equipamentos de proteção individual, como óculos, luvas e canetas específicas para a marcação do vidro das embalagens, além de orientações técnicas para a descaracterização do vidro.
“A ideia é garantir a segurança desses profissionais durante o processo de recolhimento e descaracterização das embalagens, especialmente no Carnaval, evitando que o material chegue a locais indevidos e contribuindo para a proteção da saúde e do meio ambiente”, explicou.
A organização do descarte também é tratada como ferramenta de inclusão social e geração de renda. Ao assegurar que o recolhimento seja feito por cooperativas contratadas, a ação fortalece o trabalho decente e amplia o controle sobre a logística reversa do vidro, reduzindo riscos de reaproveitamento fraudulento e impactos ambientais.
Denúncias e papel da população
A participação do consumidor é fundamental para a preveção e a população deve estar atenta aos sinais de irregularidade. Diante das suspeitas, é preciso acionar os órgãos competentes.
“Se houver dúvida sobre a qualidade da bebida, se o rótulo estiver diferente, se a coloração não for como a habitual ou se o preço estiver muito abaixo do valor de mercado, é fundamental procurar os órgãos de defesa do consumidor e as forças de segurança”, afirmou Felipe Freitas, titular da itular da SJDH.















