DestaquesExpressão BahiaGeral
Zé Raimundo protocola moção contra declarações de Donald Trump sobre o papa Leão XIV

O deputado estadual Zé Raimundo (PT) protocolou, na Assembleia Legislativa, uma moção de repúdio às declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o papa Leão XIV. As manifestações foram publicadas no dia 12 de abril de 2026 na rede social Truth Social.
No documento, o parlamentar classificou as declarações como ofensivas e incompatíveis com o respeito institucional, afirmando que ultrapassam os limites da liberdade de expressão ao atingirem não apenas a figura do Sumo Pontífice, mas também os valores que ele representa para milhões de fiéis em todo o mundo, especialmente a defesa da dignidade humana, da paz e da justiça social.
Zé Raimundo destacou ainda que o papa Leão XIV tem se posicionado de forma firme em favor da paz e do fim dos conflitos armados, com críticas às guerras em diversas regiões, incluindo a Ucrânia e o Sudão, além de apelos por cessar-fogo em áreas de tensão internacional. O pontífice também tem rejeitado o uso da religião como justificativa para a guerra.
O deputado criticou o teor das falas de Trump, que classificou o líder religioso como fraco no combate ao crime e ineficiente em política externa, ressaltando que esse tipo de posicionamento extrapola o debate institucional e configura ataque à autoridade moral da Igreja Católica.
Ao anunciar o registro da moção em plenário, Zé Raimundo também se manifestou sobre o episódio. “Não é possível que um chefe de Estado poderoso acuse uma das maiores autoridades religiosas do jeito que Trump fez”, protestou. O parlamentar lembrou ainda que o presidente norte-americano já havia feito críticas ao Papa Francisco em ocasiões anteriores, quando o pontífice defendeu a igualdade e a justiça social.
“Embora a liberdade de expressão e de crença sejam valores fundamentais, discursos que incitam desrespeito ou hostilidade contra autoridades religiosas comprometem a convivência harmônica entre os povos e atentam contra os princípios da dignidade humana e do pluralismo”, concluiu.
Fonte: ASCOM
Texto: Joana D’ark
















