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Conquista: em palestra de abertura, diretor do SENAI defende integração tecnológica para impulsionar desenvolvimento regional

Durante o I Fórum de Indústria, Comércio e Logística, realizado pela Câmara de Vitória da Conquista, o diretor regional do SENAI Bahia, Evandro Mazo, destacou a sinergia entre tecnologia, setor produtivo e poder público como o principal motor do desenvolvimento regional. O evento reuniu as principais lideranças empresariais e políticas da região sudoeste.

Com a palestra “O futuro produtivo: integração e inovação para o desenvolvimento regional”, Mazo apresentou um panorama das transformações que já impactam o setor. Segundo o diretor, tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), automação e robótica avançada estão redefinindo os modelos de produção e integrando, de forma inédita, a indústria, a logística, o comércio e o agronegócio.

Mazo ressaltou que a Indústria 4.0, caracterizada por processos automatizados e máquinas conectadas, já é uma realidade em diversas empresas. No entanto, o avanço para a Indústria 5.0 amplia esse conceito, focando na integração de toda a cadeia produtiva e conectando fornecedores, fábricas e consumidores finais por meio de plataformas digitais inteligentes.

Como exemplos práticos de inovação observados em feiras globais, como a de Hannover (Alemanha), ele citou: realidade aumentada para manutenção industrial; robôs colaborativos acionados por gestos e impressão 3D multimaterial para a produção de peças complexas.

Apesar do otimismo tecnológico, o diretor alertou que os principais gargalos da competitividade brasileira são externos. Ele apontou entraves estruturais como a deficiência logística, o alto custo da energia, a insegurança jurídica e a burocracia excessiva. “O Brasil ainda perde muito tempo com obrigações tributárias e processos ineficientes que não agregam valor ao produto final”, afirmou.

Mazo enfatizou que a adoção de tecnologias não deve ocorrer por “modismo”. O caminho mais eficaz, defende ele, é começar por soluções acessíveis que resolvam problemas reais, como o controle de estoque e a análise de dados para tomadas de decisão ágeis.

O diretor concluiu reforçando que a transformação digital exige, acima de tudo, uma mudança cultural: “É preciso desenvolver uma mentalidade orientada por dados, com foco total no cliente, agilidade e alta capacidade de adaptação”.

Fonte: Ascom/Camila Brito

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