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Uma marca na orelha pode indicar risco para o coração? Entenda o Sinal de Frank

Cardiologista alerta sobre a prega diagonal no lóbulo da orelha que é estudada como possível marcador de doença coronariana, mas não substitui avaliação médica nem exames cardiovasculares

Uma pequena linha diagonal que atravessa o lóbulo da orelha, à primeira vista, pode parecer apenas uma marca natural da pele, no entanto chama a atenção da cardiologia há décadas. Conhecida como Sinal de Frank, essa prega é estudada por sua possível associação com a doença arterial coronariana e pode servir como um alerta para a importância de olhar com mais atenção para a saúde cardiovascular.

O sinal foi descrito em 1973 pelo médico americano Sanders T. Frank e, desde então, diversos estudos passaram a investigar a relação entre a chamada prega diagonal do lóbulo da orelha e a presença de alterações nas artérias coronárias.

Para a cardiologista Michele Carvalho, professora de medicina e preceptora do ambulatório de cardiologia da Afya Vitória da Conquista, a explicação estudada está relacionada ao processo de aterosclerose, caracterizado pelo acúmulo de placas nas artérias. “Um paciente com esse sinal pode estar refletindo, de forma visível e externa, que ele possui alterações microvasculares que propiciam a deposição de placas de gordura nas artérias do coração e do cérebro”, explica.

Apesar da curiosidade, a presença da marca não significa que uma pessoa tenha doença cardíaca. O Sinal de Frank é considerado um marcador de risco e não um critério diagnóstico isolado. Uma revisão sistemática publicada no Journal of Clinical Medicine, por exemplo, encontrou grande variação na sensibilidade e especificidade do sinal entre os estudos e concluiu que sua presença ou ausência, sozinha, não deve determinar a conduta clínica.

Isso significa que uma pessoa pode apresentar a prega e não ter doença coronariana significativa, assim como alguém com doença arterial coronariana pode não apresentar a marca. “Ter o Sinal de Frank não indica, por si só, exames cardiovasculares invasivos”, destaca Michele. Segundo a médica, a avaliação deve considerar o conjunto de características e fatores de risco de cada paciente.

O contexto é relevante porque as doenças cardiovasculares continuam entre os principais problemas de saúde pública. Segundo estimativa divulgada pelo Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares provocam cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, colesterol elevado, excesso de peso, sedentarismo e tabagismo.

Na Bahia, os dados também mostram o peso das doenças cardiovasculares. Segundo o Boletim Epidemiológico das Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgado em 2025, as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por 26.794 mortes em 2024, sendo a principal causa de óbito entre as quatro grandes categorias de doenças crônicas não transmissíveis analisadas no estado.

Por isso, mais importante do que observar a própria orelha é conhecer os fatores que podem aumentar o risco cardiovascular. “A avaliação com o cardiologista é detalhada e envolve a análise dos hábitos, da rotina, dos antecedentes familiares e de alguns exames iniciais”, explica Michele. Idade, sexo, tabagismo, alimentação rica em gorduras, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares são alguns dos aspectos considerados na avaliação.
A partir desse conjunto de informações, o profissional pode estimar o risco cardiovascular e definir estratégias de prevenção ou tratamento. Para a especialista, esse cuidado deve começar antes mesmo do aparecimento de sintomas. “A prevenção cardiovascular bem feita começa muito antes do surgimento dos sintomas”, alerta.

Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.
Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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